Voto Indígena para quem?
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- Juruna – As verdadeiras Lideranças deixam suas marcas
A população indígena brasileira, conta hoje com aproximadamente 305 etnias indígenas, falantes de 274 línguas indígenas e de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (censo 2012) a população indígena é estimada em 896.900 mil indivíduos. E já imaginou pra onde vai essa quantidade de voto?
Uma das ultimas bandeiras de lutas, que ainda permanece entre a população indígena, é ter “um índio no poder”. Sim! No poder legislativo. São inúmeras as candidaturas indígenas que acontece a cada ano de eleição. Mais é preciso analisar que, desde Mário Juruna, a população indígena jamais teve alguém que realmente nos representasse dentro da Câmara do deputados, das Assembleias Legislativas e nunca vimos um se quer no senado.
Nas prefeituras municipais, e nas câmeras de vereadores já é possível ver essa mudança de realidade. Mais o efeito desses cargos municipais não causam impactos positivos muito grande nas politicas indígenas, visto que são casos isolados.
Agora é mais do que nunca é preciso analisar, pra onde vai o voto da população indígena, se não conseguirmos eleger um representante estadual. O ano de 2014, já recebeu a dose dessas candidaturas, mais se não amadurecermos o nosso conceito de “voto”, essa realidade não muda.
Pegando como exemplo Roraima, que busca eleger a alguns tempo eleger um representante. Que toda eleição, essas candidaturas são frustradas. O que temos a pensar? As máquinas do governos, os grandes caciques políticos, os donos do dinheiros e outros, já conhecem e sabem da força que o movimento indígena tem, por isso antes de tudo, eles são os primeiros a desarticularem e romperem esse movimento. Como? Simples, o primeiro passo que acredito ser visto em todos os estados é escolher alguém de nós! É um dos mais fracos, que se vende a troco de bugigangas, e de presentes baratos. E aí quando o movimento indígena lança um candidato indígena, os movimentos anti-indígenas lançam dois ou três candidatos indígenas. O pior é qu
e, alguns desses candidatos aliados a movimentos anti-indígenas, nós ainda tivemos o desgosto de chamar de “liderança”. Uma outra analise que deve ser feita, é a compra de votos nas comunidades indígena, que é claro a mais destruidora máquina de candidatos indígenas ligado ao movimento indígena. É preciso notar que os candidatos indígenas que disputam o pleito não tem grana pra comprar voto, pra distribuir telhas, redes, embora se tivesse, as verdadeiras lideranças jamais fariam isso.
Cabe a nós povos indígenas e simpatizantes, articular, conscientizar nosso próprio povo, embora isso não seja uma tarefa muito fácil, pois historicamente alguns sempre se vendem em troca de poucas moedas.
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